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Quais as implicações do COVID-19 na gravidez?

A gravidez é uma fase que requer acompanhamento profissional regular e cuidados diferentes dos que a restante população geral necessita, o que poderá naturalmente suscitar dúvidas quanto à infeção pelo novo coronavírus.

O Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) emitiu a 15 de março algumas recomendações que esclarecem as dúvidas que existem quanto aos cuidados acrescidos que mulheres grávidas devem ou não ter quanto ao SARS-Cov-2. Assim, é possível responder a algumas das questões frequentes sobre este cenário:

As grávidas têm maior risco de contágio que a restante população geral?

Não, assume-se que o risco é igual e que as grávidas devem ter, no mínimo, os cuidados habituais para prevenção de contágio. No entanto as “alterações imunológicas da gravidez podem predispor para infecções respiratórias, aumentando a morbilidade materna”(1). Assim, qualquer grávida deve evitar dirigir-se a centros hospitalares, preferindo sempre consultas por chamada ou email, adoptar as medidas já conhecidas de prevenção de infeção e devem conhecer bem os sinais de alarme que indicam um possível agravamento da sua patologia, de modo a saberem quando contactar a linha SNS 24 ou mesmo o INEM.

A mãe pode passar a infeção ao bebé durante a gravidez?

Ainda não há informações suficientes quanto a esta questão, mas o risco de contágio desta forma “parece ser reduzido”(1).

E através da amamentação?

Quanto à amamentação, o NEMO refere que “não há evidência de que o vírus passe o leite materno e os benefícios da amamentação superam qualquer risco potencial de transmissão COVID-19 pelo leite materno”(1), reforçando, no entanto que a mãe deve ter cuidado redobrado para evitar transmitir o vírus, nomeadamente uso de máscara e lavagem frequente das mãos durante a amamentação.

O NEMO realça ainda que “estas recomendações não devem sobrepor-se a novas recomendações que a tutela venha a emitir”(1) e que “as doentes devem cumprir rigorosamente as recomendações da tutela para controlo da disseminação comunitária”(1).

Apenas foram aqui expostas algumas das recomendações, que consideramos mais oportunas. Assim, aconselhamos vivamente a leitura integral das recomendações mencionadas, bastando para isso seguir o link https://www.spmi.pt/risco-de-infeccao-pelo-covid-19-em-gravidas/?fbclid=IwAR1zCYyTIcBXuY9iJZ5P-GkGOjd7Lf3uDW8bBl2E6Dso0I9uhIEcE0_zIwo.

 

Fonte bibliográfica:

Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) “Risco de Infecção pelo COVID-19 em grávidas”. Disponível em https://www.spmi.pt/risco-de-infeccao-pelo-covid-19-em-gravidas/?fbclid=IwAR1zCYyTIcBXuY9iJZ5P-GkGOjd7Lf3uDW8bBl2E6Dso0I9uhIEcE0_zIwo (consultado a 16 de março de 2020)