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Uso de máscaras pela população geral

Desde o início da pandemia, várias foram as informações veiculadas pelos diferentes agentes de saúde relativamente ao uso de máscara. Por cobrirem nariz e boca, as máscaras podem diminuir o risco de propagação de gotículas expelidas pela boca e nariz, principal meio de transmissão da doença. Pela disparidade de algumas das informações veiculadas, é legítimo que existam dúvidas junto da população.

Se é verdade que numa fase inicial, não estava recomendado o uso pontual de máscara pela falsa sensação de segurança que poderia transmitir e pelo possível descurar de outras medidas de evicção de contágio (ex: lavagem frequente das mãos), com o alívio recente das medidas de contenção, o uso da máscara passa a ter uma recomendação alargada à comunidade.

A partir do dia 3 de Maio, impõe-se o uso obrigatório de máscara em transportes públicos, serviços públicos, escolas e restauração e comércio. Ainda assim, seguindo os mesmos princípios, recomendamos o uso generalizado de máscara em qualquer outro espaço fechado onde esteja acompanhado (ex: o seu local de trabalho). No caso das pessoas mais vulneráveis, nomeadamente idosos (mais de 65 anos de idade), com doenças crónicas e estados de imunossupressão, recomendamos o uso de máscaras cirúrgicas sempre que saiam de casa.

Sob o lema “A minha máscara protege-te, a tua protege-me” o movimento #máscaraparatodos alerta para a importância de cada um de nós contribuir para a proteção coletiva, independente da idade, estado geral de saúde ou ausência de sintomas. Recordamos que é possível ser portador do vírus e não desenvolver sintomas, podendo ainda assim contagiar outras pessoas.

É fundamental reforçar que o uso de máscara é uma medida de proteção ADICIONAL ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória, não substituindo estas medidas de proteção.

Perante a indisponibilidade de máscara cirúrgica, as máscaras não cirúrgicas (como máscaras não certificadas, lenços, de fabricação artesanal, etc.) podem ser consideradas para uso comunitário. Algumas destas máscaras podem ser reutilizadas até 5-10 lavagens, mediante indicação do produtor. O CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal) encontra-se em processo de certificação das diferentes marcas, podendo encontrar as marcas certificadas aqui (https://www.citeve.pt/artigo/mascaras_aprovadas)

Cuidado a ter na colocação de máscara:

  1. Higienização das mãos, com água e sabão ou com uma solução à base de álcool, ANTES de colocar a máscara;
  2. Colocação da máscara. Se máscara cirúrgica, deverá usar o lado branco (face interna) virado para a cara, e o lado com outra cor (face externa) virado para fora;
  3. Ajuste da máscara à cara, cobrindo a boca, o nariz e o queixo, certificando que não existem espaços entre o rosto e a máscara;
  4. Evitar tocar na máscara enquanto esta estiver em utilização; caso tal aconteça, deve ser feita imediatamente higienização das mãos;
  5. A máscara deve ser substituída por uma nova assim que se encontre húmida;
  6. Não devem ser reutilizadas máscaras de uso único;
  7. A remoção da máscara deve ser feita a partir da parte de trás (não tocando na frente da máscara), segurando nos atilhos ou elásticos;
  8. A máscara deve ser descartada para um contentor de resíduos (quando completar o número máximo de utilizações). Se a máscara for reutilizada, não a coloque em cima de uma superfície;
  9. Deve ser feita nova higienização das mãos, NO FINAL da utilização da máscara.

Fontes:

  • Informação da Direcção Geral da Saúde nº 009/2020 de 13/04/2020 – COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO – Uso de Máscaras na Comunidade
  • Orientação da Direcção Geral da Saúde nº 019/2020 de 03/04/2020 – COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO – Utilização de Equipamentos de Proteção Individual por Pessoas Não-Profissionais de Saúde

Elisete Ferreira (Enfermeira), João Braga Simões (Médico), Marina Gonçalves (Médica)