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Ataques de Pânico

Os ataques de pânico configuram uma das perturbações mais frequentes na saúde mental, sendo que qualquer pessoa pode experienciar. Mais de um terço dos adultos manifesta sinais de ataques de pânico todos os anos, sendo as mulheres duas a três vezes mais propensas.

Os ataques de pânico são definidos como episódios de medo ou desconforto intenso que duram alguns minutos a uma hora e são acompanhados de sintomas físicos específicos.

Podem ser espontâneos e súbitos sem um cotexto particular, mas também podem ocorrer em resposta a situações especificas, como:

  • Em situações sociais (falar em público, apresentações);
  • Quando confrontado com fobias específicas (aranhas, cobras, alturas, andar de avião)
  • Quando próximo de agulhas, sangue (visita ao dentista)
  • Relacionado com acidentes traumáticos (memórias de um acidente de carro ou uma cirurgia traumática)
  • Pensamentos sobre a própria saúde (pensar no “pior cenário” sobre um sintoma de saúde)

Quais as causas e os fatores de risco para um ataque de pânico?

As causas não são bem conhecidas, mas podemos considerar algumas condições que podem propiciar um ataque de pânico, tais como:

História Familiar. Estudos com gêmeos e com famílias revelaram que há uma tendência para que os ataques de pânico sejam hereditários;

A própria saúde. Algumas condições médicas tais como doenças crónicas relacionadas com o coração, síndrome do cólon irritável, asma ou diabetes e problemas da tireoide;

Presença de Stress intenso;

Os próprios pensamentos. Quando se percebe que se está perante um estimulo ameaçador e se avalia os recursos disponíveis como insuficientes para lidar com o mesmo;

Efeito colateral de determinados medicamentos.

Quais os sintomas de um ataque de pânico?

Podemos dizer que estamos perante um ataque de pânico quando estão presentes pelo menos quatro destes sintomas:

  1. palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado;
  2. suores;
  3. tremores ou estremecimentos;
  4. sensações de falta de ar ou de respirar;
  5. sensação de asfixia;
  6. dor ou desconforto no peito;
  7. náuseas ou mal-estar abdominal;
  8. sensação de tontura, de desequilíbrio, de cabeça vazia ou desmaio;
  9. sensações de frio ou de calor;
  10. parestesias (sensações de entorpecimento ou formigueiros);
  11. desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sentir-se desligado de si próprio);
  12. medo de perder o controlo ou de “enlouquecer”;
  13. medo de morrer.

O que pode fazer durante um ataque de pânico?

Abaixo damos algumas estratégias para ajudar o recuperar o controlo aquando de um ataque de pânico e para reduzir os seus sintomas:

  1. Focar e controlar a respiração

Durante um ataque de pânico é frequente que se faça uma respiração rápida e superficial. Tal pode piorar os sintomas uma vez que aumenta a concentração de oxigénio no organismo e diminui o dióxido de carbono. Sendo assim, é importante tentar respirar fundo e lentamente, concentrando-se em cada respiração. Uma técnica simples consiste em contar até 4 na inspiração e expiração. Entretanto, para algumas pessoas a respiração profunda pode piorar os ataques de pânico. Nestes casos, a pessoa pode se concentrar em fazer algo de que goste.

  1. Concentrar a atenção num objeto

Focar num determinado objeto que esteja próximo e nas suas características (cor, forma, tamanho) ajuda a desviar a atenção dos sintomas corporais associados ao ataque de pânico e da situação que lhe está a causar.

  1. Procurar um lugar sossegado

Luzes e sons podem muitas vezes intensificar um ataque de pânico. Se possível, tentar encontrar um local mais tranquilo é o ideal. Sentar-se num lugar tranquilo criará algum espaço mental e tornará mais fácil concentrar na respiração e em outras estratégias.

  1. Utilizar técnicas de relaxamento muscular progressivo

Este método consiste em contrair e relaxar vários grupos musculares em todo o corpo progressivamente. Este exercício irá desfocar do ansiedade e medo que se está a sentir e aumentar a perceção das sensações físicas associadas ao relaxamento e à tensão.

  1. Pensar numa situação positiva ou num local que traga boas sensações

Pensamentos positivos e imaginar um lugar pacifico, acolhedor e que sinta segurança ajuda a criar uma sensação de calma e tranquilidade. Quando o ataque tiver inicio, pode ajudar fechar os olhos e imaginar que está neste lugar e as sensações que este transmite.

O que acontece logo após um ataque de pânico?

Os efeitos posteriores de um ataque de pânico podem ser exaustivos e podem deixar a pessoa sem energia. Os sintomas físicos costumam ser os primeiros a diminuir, embora, dependendo dos níveis de ansiedade, a pessoa possa continuar a hiperventilar e sentir um desconforto abdominal. Para além disso, pode ainda sentir cansaço ou tensão nos músculos e ficar preocupado com a possibilidade de ter outro ataque de pânico e perder o controlo.

Após o episódio, é importante tomar medidas que ajudem a gerir os ataques de pânico a longo prazo, tais como:

  • Descartar quaisquer condições médicas subjacentes em consulta com um profissional de saúde. Algumas condições médicas, como referido anteriormente, podem contribuir para a experiência de sintomas de pânico;
  • Procurar ajuda de um profissional na área de saúde mental, como um psicólogo, para aprender estratégias que ajudem a controlar a ansiedade;
  • Fazer mudanças no estilo de vida para manter os níveis de Stress mais baixos, pois em alguns casos “abrandar o ritmo” de vida pode trazer bons resultados. Algumas estratégias podem ser, por exemplo, limitar o uso de estimulantes que podem propiciar sintomas de pânico (por exemplo, o consumo excessivo de cafeína pode causar palpitações cardíacas), praticar exercício físico regularmente e desenvolver capacidades de gestão de tempo.

 

Em caso de dúvidas ou da presença de sintomas que queira discutir junto de profissionais, pode optar pelas consultas online P5 (psicoterapia ou psiquiatria) ou por submeter a questão na aplicação móvel P5:

Teresa Castanho

Psicóloga

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