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Conhecer a Demência, conhecer o Alzheimer: Setembro, Mês Mundial do Alzheimer

Setembro é o mês de sensibilização para a Demência e a doença de Alzheimer. O tema deste ano chama a atenção para os sinais de alerta da Demência, a importância de um diagnóstico atempado e incentiva as pessoas a procurar informação, aconselhamento e apoio, bem como entrar em contacto com associações de Alzheimer ou Demência.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 200.000 de pessoas com Demência e que este número irá duplicar até 2050. O Alzheimer é uma doença degenerativa que leva à deterioração lenta, progressiva e irreversível que afeta várias funções cognitivas como a compreensão, a orientação, a atenção, o pensamento e a memória. As perdas nestas funções acabam por dificultar a realização das atividades quotidianas e comprometer o funcionamento normal da pessoa.

Os primeiros sinais clínicos da doença de Alzheimer podem ser discretos, tais como dificuldade em recordar informações recentemente adquiridas. Muitas vezes pode ser difícil distinguir entre aquilo que são as mudanças características do envelhecimento e os primeiros sinais da doença.

Entre os principais sinais de alerta da Doença de Alzheimer estão:

  • Perda de memória que chega a afetar o dia-a-dia e o trabalho;
  • Dificuldades em planear ou resolver problemas;
  • Dificuldades em realizar as tarefas diárias;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Alterações visuais como problemas no reconhecimento de cores;
  • Problemas com a linguagem, tanto escrita como falada;
  • Colocar as coisas em lugares desadequados;
  • Alterações na capacidade de tomada de decisão;
  • Perda de iniciativa em fazer as coisas.

Esta doença pode provocar também alterações no comportamento, na personalidade e no humor das pessoas. Por exemplo, podem ficar mais ansiosas, deprimidas ou aborrecidas com mais facilidade e até perdem o interesse pelas suas atividades e passatempos habituais. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, passando a necessitar de cuidados e supervisão permanentes. Estas mudanças podem ser desafiadoras tanta para a pessoa com a doença como para aqueles que lhe são próximos.

Apesar de não podermos modificar a nossa história familiar, a nossa genética ou parar o envelhecimento, existem mudanças que podemos adotar para reduzir o risco de declínio cognitivo e Demência. A prevenção consiste em viver um estilo de vida saudável para envelhecer melhor, e não se trata de abordar apenas um fator de risco, mas idealmente todos juntos.

Ações que podem reduzir o risco e prevenir a doença de Alzheimer:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter uma vida social ativa;
  • Ter um sono de qualidade;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Manter o cérebro ativo;
  • Evitar riscos cardiovasculares, ou seja, não fumar e evitar ingestão de bebidas alcoólicas, manter o colesterol e a tensão arterial controlada.

Teresa Castanho

Psicóloga

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