Dia Internacional da Consciencialização sobre o HPV

Todos os dias são importantes para nos lembrarmos da nossa saúde. A prevenção surge cada vez mais como um fator determinante para a saúde de cada um de nós. Durante a vida, a doença acaba por surgir, mais cedo ou mais tarde, mais leve ou mais grave e por isso antecipar ou atuar precocemente sobre os problemas é uma das chaves para a melhoria da saúde das populações. 

Hoje assinala-se o dia internacional da consciencialização sobre o HPV (Vírus do Papiloma humano), e estes dias são importantes para que cada um de nós seja relembrado e tome consciência sobre a doença e a sua prevenção. 

O vírus do papiloma humano é responsável por uma das infeções de transmissão sexual, (através do contacto direto com a pele ou mucosa) mais comuns a nível mundial. Ataca especialmente as mucosas oral, genital ou anal, não escolhendo sexos nem idades.  

Na população sexualmente ativa, 50 a 80% dos indivíduos adquirem infeção por HPV nalguma altura da sua vida, apesar de, na grande maioria dos casos, não haver evolução para doença sintomática.  

O HPV não está apenas associado ao cancro do colo do útero, mas sim a outros entre os quais cancro da vulva, vagina, ânus e cancro do pénis. 

É considerado o 2º carcinogéneo mais importante, logo a seguir ao tabaco. E está associado a 5% dos cancros no geral e a 10% dos cancros na mulher. 

É frequentemente uma infeção silenciosa, não tem sintomas nem sinais óbvios. Por vezes as verrugas estão presentes, mas não são visíveis por se encontrarem numa parte interna do corpo ou por serem muito pequenas. Por isso mesmo, a prevenção é a palavra de ordem.  

O uso do preservativo, embora não proteja a 100% (uma vez que não cobre a totalidade da pele na região genital) é uma medida aconselhada para prevenção desta e de todas as infeções sexualmente transmissíveis.  

A vacinação protege contra várias doenças causadas pelos tipos de HPV da vacina. E ao contrário do que se pensa, é eficaz e benéfica em quem já iniciou a vida sexual e mesmo em pessoas infetadas e tratadas previamente. A vacina só não é eficaz no tratamento de infeção já existente ou de lesão ativa. A vacina contra o HPV já faz parte do programa nacional de vacinação (PNV) desde 2008, mas apenas é https://www.p5.pt/wp-content/uploads/2019/10/banner-noticias-p5-3.jpgistrada a raparigas de 10anos de idade, num esquema de 2doses. Embora esteja indicada para homens, ainda não está prevista no âmbito do PNV. A população que não é abrangida pelo PNV deverá fazer por opção própria, consultando o seu médico ginecologista. 

Outras das medidas de prevenção é a realização regular da citologia, mais vulgarmente conhecida por teste de Papanicolau, que ajuda a identificar alterações precoces das células do colo, permitindo o seu tratamento e vigilância. Caso haja alterações do colo do útero, existe um teste mais específico para caracterização genética do vírus (HPV-DNA), que se realiza apenas nestas situações.  

Não existe tratamento contra o HPV, apenas contra as lesões que provoca. Estes tratamentos incluem a aplicação de cremes e loções ou o recurso a laser, entre outros.  

A mensagem principal deve ser “mais vale prevenir que remediar”, reforçando com isto a necessidade da vigilância e prevenção.  

Fontes  

Sns.gov.pt 

Sns24.gov.pt 

Hpv.pt 

Elisete Ferreira (enfermeira ACMP5) 

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