Neste dia mundial dos cuidados paliativos urge enfatizar a importância de um tema ainda tão negligenciado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os cuidados paliativos são cuidados que melhoram a qualidade de vida dos doentes e suas famílias, abordando problemas associados a doenças que ameaçam a vida, prevenindo e aliviando o sofrimento, identificando precocemente e avaliando minuciosamente sintomas físicos, assim como aspetos psicológicos, espirituais e sociais. São prestados por uma equipa multidisciplinar, constituída por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas da fala e ocupacionais, entre outros. Estes acompanham o doente desde uma fase inicial da doença até ao momento da morte e posteriormente a família no processo de luto.

Os Cuidados Paliativos, ao contrário do que se pensa, não são prestados apenas nos últimos dias de vida, mas ao longo de toda a evolução da doença, para que seja dado o máximo conforto e qualidade de vida ao doente. Tem sido feito um grande esforço ao nível da formação, para que este paradigma seja alterado, não só na formação da população, mas também dos profissionais de saúde. Este acompanhamento prende-se não apenas ao próprio doente mas a todo o seu contexto, nomeadamente família/cuidadores. Frequentemente nos deparamos com a exaustão destes, que cuidam durante 24 horas por dia e que muitas vezes não encontram os apoios físicos e emocionais necessários.

O projeto P5 tem sido uma mais valia para a população a nível nacional, onde acompanhamos os doentes com várias patologias desde doenças neurodegenerativas, oncológicas, insuficiências de órgão, entre outras. É um projeto do qual faço parte como médica, tem sido muito gratificante e com feedback muito positivo por parte dos doentes/família/cuidadores. Sinto que temos feito a diferença na vida de tantos doentes assim como das suas famílias, algumas delas já no processo de luto. Tem vindo a ser feito um excelente trabalho no que concerne ao desenvolvimento dos Cuidados Paliativos pelo que este Dia Mundial dos Cuidados Paliativos tem de ser lembrado e festejado, na certeza de que “o caminho, faz-se caminhando”.


Dra. Carla Rodrigues
Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar
Competência em Medicina Paliativa pela Ordem dos Médicos

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Ana Rosinhas

Nº da Cédula da Ordem dos Psicólogos: nº 29463

Formação académica

Licenciatura em Psicologia – Universidade Lusíada do Porto
Mestrado em Psicologia Clínica – Universidade Lusíada do Porto
Formação complementar em Avaliação Neuropsicológica e Avaliação do Desenvolvimento Infantil.

Áreas de diferenciação

Avaliação e intervenção psicológica com jovens adultos e adultos
Ansiedade, perturbações do humor e regulação emocional
Perturbações da personalidade
Autoestima e desenvolvimento pessoal
Dificuldades relacionais
Luto e adaptação à mudança
Orientação parental

Daniela Borba

Nº da Cédula da Ordem dos Médicos – 4925N

Formação académica relevante

Licenciatura em Ciências da Nutrição na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
Formação complementar, não académica em Obesidade, Emagrecimento e comportamento alimentar

Áreas de diferenciação 

Emagrecimento
Mudança de Hábitos Alimentares e estilo de vida
Comportamento Alimentar

Especialidade

Nutrição Clínica

Vanessa pereira

Psicólogo inscrita na Ordem dos Psicólogos Portugueses de Membro Efetivo: 32186

Formação académica

Especialização Avançada em Psicologia Clínica e da Saúde (CRIAP)
Mestre em Psicologia: Especialização em Psicologia Clínica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciada em Psicologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Formação Profissional de Psico-oncologia na Criança e Adolescente (ReConstruir)
Formação Profissional de Depressão no Adulto (ReConstruir)
Formação complementar diversificada nas áreas do luto, psicologia oncológica, ansiedade, imagem corporal e adaptação ao ensino superior.

Áreas de diferenciação 

Intervenção na doença oncológica e doenças crónicas (todas as fases);
Intervenção com abordagem cognitivo comportamental, humanista, existencialista, narrativa e de aceitação e compromisso;
Avaliação e intervenção em perturbações depressivas, de ansiedade, trauma, luto, perturbações alimentares, adaptação a mudanças nas várias fases de vida e imagem corporal.