Consumo de psicofármacos atinge máximo em Portugal

saude mental

O consumo de psicofármacos em Portugal continental atingiu, em 2025, o valor mais elevado dos últimos dez anos. De acordo com dados do Infarmed, foram dispensadas cerca de 80 mil embalagens por dia, totalizando aproximadamente 29,4 milhões de embalagens ao longo do ano.

Antidepressivos e antipsicóticos registam maior crescimento
Entre as diferentes classes de psicofármacos, os antidepressivos foram os que apresentaram maior crescimento, com um aumento de cerca de 82% ao longo da última década. Também os antipsicóticos registaram uma subida relevante, na ordem dos 72%.

Especialistas em saúde mental apontam várias explicações para esta evolução.
Por um lado, o aumento pode refletir uma maior capacidade de diagnóstico e uma procura mais precoce de ajuda por parte da população. Por outro, pode também indicar um crescimento do número de pessoas em sofrimento psicológico.

Apesar de a medicação poder ser essencial em muitos casos, estes dados reforçam a importância de uma abordagem integrada à saúde mental, com avaliação clínica, acompanhamento psicológico e tratamento adequado a cada pessoa.

A saúde mental exige respostas atempadas, seguras e humanas.

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Vanessa pereira

Psicólogo inscrita na Ordem dos Psicólogos Portugueses de Membro Efetivo: 32186

Formação académica

Especialização Avançada em Psicologia Clínica e da Saúde (CRIAP)
Mestre em Psicologia: Especialização em Psicologia Clínica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciada em Psicologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Formação Profissional de Psico-oncologia na Criança e Adolescente (ReConstruir)
Formação Profissional de Depressão no Adulto (ReConstruir)
Formação complementar diversificada nas áreas do luto, psicologia oncológica, ansiedade, imagem corporal e adaptação ao ensino superior.

Áreas de diferenciação 

Intervenção na doença oncológica e doenças crónicas (todas as fases);
Intervenção com abordagem cognitivo comportamental, humanista, existencialista, narrativa e de aceitação e compromisso;
Avaliação e intervenção em perturbações depressivas, de ansiedade, trauma, luto, perturbações alimentares, adaptação a mudanças nas várias fases de vida e imagem corporal.