Dicas para Apoiar Quem Está Doente

dia do doente

O Dia Mundial do Doente é uma oportunidade para refletirmos sobre as necessidades de quem enfrenta doenças físicas ou psicológicas e sobre a importância de cultivarmos empatia e solidariedade. Este dia não se limita a sublinhar a relevância dos cuidados médicos; relembra-nos que, enquanto sociedade, podemos oferecer apoio e suporte emocional, ajudando a atenuar as dificuldades de quem vive com uma doença. A empatia é um valor que todos podemos praticar e que é essencial para construir uma comunidade pautada pelo acolhimento e compreensão.

Aqui ficam algumas sugestões práticas de oferecer apoio:

1) Seja um bom ouvinte

Nem sempre é necessário ter respostas ou soluções. Às vezes, o que um doente mais precisa é de alguém que o escute sem emitir julgamentos de valor.

2) Ofereça ajuda concreta

Perguntar “Precisas de alguma coisa?” é simpático, mas muito vago. Em vez disso, proponha algo específico: “Posso levar-te uma sopa?” ou “Queres que te vá buscar algo ao supermercado?”.

3) Respeite o espaço do outro

Cada pessoa vive a doença de forma diferente. Algumas podem querer conversar e partilhar, enquanto outras preferem estar sozinhas. Respeite o ritmo e as necessidades de quem está a passar por este momento.

4) Envie mensagens de apoio

Um simples “Estou a pensar em ti” ou “Como estás hoje?” pode fazer a diferença.

5) Ofereça companhia

Visitas curtas e atentas podem ser muito reconfortantes. Ofereça algo simples, como um livro, um jogo ou tente proporcionar uma conversa leve, para que o doente tenha um bom momento de distração.

6) Não se esqueça dos cuidadores

Os cuidadores também precisam de apoio. Ofereça-lhes um momento de descanso ou simplesmente pergunte como estão a lidar com a situação. Cuidar de quem cuida é igualmente importante.

O Dia Mundial do Doente é um lembrete importante de que, em algum momento, todos podemos precisar de apoio. É um desafio a olhar para além dos tratamentos clínicos e a valorizar a dimensão humana do cuidado! Ser mais atento(a), mais presente e mais disponível para aqueles que enfrentam uma doença é o papel individual de cada um(a) de nós na construção de uma comunidade ativa, coesa e inclusiva.

Silvia Félix
Psicóloga

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